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quinta-feira, 30 de julho de 2015

ZÉ GATÃO DE NOVO EM MEIO A TEMPESTADE.



PERDI MEU PAI ESTA MADRUGADA, ATÉ QUE ESTEJA PREPARADO PARA FALAR SOBRE ELE E O QUE SUA PERDA ME CAUSA, FIQUEM COM UMA POSTAGEM MAIS ADOCICADA.

MEU SINCEROS AGRADECIMENTOS AO EVERTON VERAS.

 Zé Gatão

Zé Gatão2
E aí pessoal, que tal voltarmos a falar de quadrinho alternativo e, melhor ainda, nacional? Hoje trago pra vocês um personagem que me chamou a atenção, primeiro por ser brasileiro, e segundo por se tratar de um animal que gosto muito: o gato. Há pouco tempo recebi o livro em quadrinhos “Zé Gatão – Daqui Para a Eternidade“, que devorei em uma manhã! Gostei tanto, que resolvi fazer uma postagem sobre ele… mas acho que seria insuficiente. Zé Gatão, personagem de Eduardo Schloesser, merece muito mais atenção que isso, e tentarei aqui lhe fazer justiça.
Meu contato inicial com o cinzento mestiço de gato e lince foi meio “indireto”. Lá em 1997 havia uma loja de quadrinhos próxima o meu colégio. Sem grana, sempre ia checar as novidades e ficar babando. Foi então que vi o que se tornou conhecido como o “álbum branco”. A capa era só o protagonista, meio nas sombras, e o fundo todo branco. E o título, que chamou a atenção: “Zé Gatão”. Estranho, mas fazia jus ao tamanho do personagem. Pelo nome, claro que tinha que ser nacional. Como eu disse, eu não tinha grana, e provavelmente se tivesse, teria comprado algum título da Image, que era a novidade da vez. Deixei passar, mas nunca me esqueci dele.
Muitos anos depois, comprei a edição “Memento Mori“, em formato livro, com quase 300 páginas. Pude então matar minha curiosidade. O que descobri foi um personagem cativante, um mundo extenso, detalhado e uma HQ brasileira bastante boa, contada através de personagens antropomorfos! Violência extrema, sexo explícito e ação, em grandes doses de HQs adultas e bem tratadas, com profundidade e fundo realista. Conto mais sobre “Memento Mori” em outro momento (há!). Vamos prosseguir com as reminiscências que me levarão a falar de “A cidade do medo“, a primeira história do gato publicada pelo mestre Schloesser. Atualmente, que eu saiba, só existe uma única edição com HQs do Zé que não possuo: uma com histórias curtas que saiu há alguns anos através da iniciativa PADA (Produtora Artística de Desenhistas Associados). Em 2013 eu contatei o autor diretamente e consegui com ele meu álbum branco, com sketch personalizado, que diz: “Para Everton, com um forte abraço de Zé Gatão e Eduardo Schloesser” – – sinto-me esmagado pelo abraço monstro destes dois gentis brutamontes, hehe! Mas infelizmente nem mesmo ele possui mais das limitadas “Graphic PADA – Zé Gatão” para me vender uma (se alguém que a tiver estiver lendo estas linhas, podemos negociar!).
A estréia do Zé Gatão para o leitor de HQ mostra um personagem melancólico e pessimista, o que segundo o autor, reflete em muito sua própria vida no período em que tal história foi gerada. Não vou detalhar muito sobre o processo que levou Eduardo a criar o gato mestiço, pois ele o faz em detalhes nos álbuns. Mas pra dizer pouco, a princípio o Zé era só uma ilustração de camiseta, que acabou virando uma catarse para que o artista expusesse suas ideias e sentimentos. Um verdadeiro “alter-ego” para que Schloesser compartilhe conosco suas angústias, pensamentos e experiências pessoais, com toques de ação e ficção bem aplicados e diretos (brutais também!), que não deixam a melancolia tomar conta de toda a história (ou viraria um dramalhão mexicano, segundo ele próprio fala em um de seus textos).
“A cidade do medo” mostra Zé Gatão como alguém em busca de paz para a mente, fugindo de uma vida problemática, mas sem conseguir evitar de fato meter-se em confusões. Como se ele fosse não só protagonista, mas também coadjuvante na própria história, Zé se vê envolvido nos planos de outros personagens, de forma totalmente alheia a sua vontade, como ocorre com cada um de nós. Parece que tudo acontece com ele (e conosco!), quando o cara só quer aproveitar a vida da melhor forma. É nesse clima que ele é atacado por uma dupla, que quase lhe tira a vida, pra roubar sua motocicleta. Ferido mortalmente, Zé Gatão é salvo por um mico-leão e sua turma, mas não por bondade. Vigiado dia e noite para que não fuja, Zé foi recrutado à força para lutar na arena local. Conhecemos então um pouco da infância turbulenta do mestiço, e somos apresentados a Equus Giordano, o cavalo “governador” da cidade e patrocinador das lutas.
z es2
Zé Gatão na verdade é usado como isca para distrair a atenção de Equus, enquanto rebeldes tentam aplicar um golpe militar pra tirá-lo do poder. Após livrar-se de seus inimigos (não sem muita luta!), o felino tem uma conversa cara a cara com Giordano, que, por respeitá-lo como guerreiro, deixa-o partir com Alice, a gata, e o macaco Léo Banana, os poucos amigos que ele fez nesta história. Mas isso não se dá sem correr risco de morte! Equus Giordano considera a Cidade do Medo perdida e seu objetivo fracassado, e para ele não tem volta: a cidade deve ser riscada do mapa! O autor coseguiu um bom final, que poderia tanto encerrar as aventuras de Zé gatão ali mesmo, ou continuá-las, caso fosse a sua vontade. Para nossa sorte, ele resolveu contar mais aventuras com o grandalhão.
Espero ter despertado a curiosidade de vocês sobre o personagem, pois ele está de álbum novo na praça, como falei ainda no primeiro parágrafo. “Daqui para a eternidade”, juntamente com “Memento Mori”, formam um épico gigante que pode ser a conclusão da saga. Então, a hora de conhecê-lo é agora! Todas as edições (menos a da PADA) podem ser encontradas em livrarias, comic shops, sebos ou pela internet. Eu recomendo! A próxima postagem sobre este autor e sua obra será o “álbum preto”, chamado “Crônica do tempo perdido”.
P-p-por hoje é só, pessoal!

segunda-feira, 27 de julho de 2015

FANART DE ZÉ GATÃO POR HÉRCULES CAGE.


Entre chuvas torrenciais e um sol opaco, sempre sob a infinita misericórdia de Deus, vamos vivendo estes dias estranhos em Jaboatão dos Guararapes.

Na verdade estou meio vazio hoje, há tanto o que compartilhar mas o ânimo me falta. Tem trabalho me esperando, e não é daqueles que te pega pelos colarinhos e te sacode a cachola, põe as ideias no lugar e você apaixonadamente não o larga até que esteja finalizado. Isto só era possível quando eu não tinha tantos compromissos. Antes eu mal acordava, tomava um copo de leite e a muito custo só saía da prancheta quando a minha bexiga não suportava mais, para voltar apressadamente, com toda a fome, para os papéis, lápis e tintas. Foi assim que pude por nos suportes o que penso ter produzido de melhor. Ainda há umas pastas que quando as olho de soslaio me acenam dizendo: "Ei, estou aqui! Quando quiser pôr esses fantasmas para fora é só me abrir e concluir o que você deixou inacabado!" Mas elas vão ter que esperar, hoje minhas responsabilidades com a vida centuplicaram.

Não me entendam mal, as artes criadas sob encomenda não são um peso, faço-as com dedicação, sempre com o melhor do meu traço, afinal é o meu nome que está em jogo, mas não são coisas que me instiguem ou me desafiem, nem tampouco julgo que minha vida antes era melhor por eu ter mais tempo, era apenas diferente.


O desenho de hoje foi criado por um amigo virtual do Facebook conhecido como Hércules Cage. Ele fez um Zé Gatão bem diferente, acho o máximo que pessoas tenham a gentileza de expressar no papel a admiração que sentem pelo personagem ou pelo criador (ou ambos). Mais um para a galeria!

O Hércules, pelo que noto, é um grande entusiasta dos quadrinhos, tanto que ele tem várias páginas (ou grupos) no Facebook: "A Era Dourada Dos Quadrinhos", "Monstros Dos Gibis", "Vilões Dos Quadrinhos", "Comic Erotic Brasil" entre outras, vale a pena visitar e fazer parte.

De coração, muito obrigado, Hércules Cage!


   

sexta-feira, 24 de julho de 2015

MEMÓRIAS PÓSTUMAS DE BRÁS CUBAS ( 03 ).

Sentar-me diante do notebook e transmitir alguns pensamentos junto com alguma arte para vocês não é nenhum castigo, muito pelo contrário, o que pega mesmo é em relação ao que vou escrever; não que me falte assunto, tenho alguns contos mais ou menos cimentados na cabeça (mas isto demanda um tempo extra que não tenho tido ultimamente), gostaria de voltar ao "OBRAS QUE RECOMENDO" e tecer comentários sobre alguns quadrinhos (ou livros) que julgo ser um dos grandes de todos os tempos mas não tenho conseguido revisitá-los - espaço no dia, é tudo o que eu preciso!

Este blog se tornou um diário onde transponho memórias e impressões da vida, isto, claro, sem falar a fundo sobre religião e política, duas coisas que, noto, geram polêmicas que desembocam no mais profundo ódio. Nunca em minha vida eu vi tanta intolerância por parte das pessoas, você não pode mais dar sua opinião sobre um assunto se esta opinião for contrária ao que pensa a maioria; se você corajosamente se posiciona, é isolado como um inimigo do bem comum, um fascista, um nazista, um fundamentalista e outros "istas". É censura, mas não aquela imposta por um regime, ela é feita pelo seu próximo, seu vizinho, seu colega na mesa ao lado e na pior das hipóteses, seu familiar. Democracia? Bobagem, isto não existe mais. Mas é melhor eu parar por aqui.

Meu problema em escrever sobre minhas sensações é o temor de ficar repetitivo, não tem sido segredo que minha vida tem sido uma baita complicação a muito tempo, este ano em particular as coisas desandaram. Claro, já tive momentos piores. O tempo que morei no Rio me deu a exata medida do que é estar sem amigos e nenhum dinheiro, em São Paulo no início dos 90 também vieram ondas e ondas de dissabores que eclipsaram os momentos de calmaria e alguma alegria, mas havia a força da juventude para não deixar esmorecer. Hoje, como naqueles tempos, uma desventura chama outra e como disse a minha amiga e escritora Carla Ceres, problemas são covardes e só atacam em bandos, principalmente quando você está fragilizado. Minha saúde e fôlego já não são os mesmos, mas tenho que brigar como se tivesse 20 anos!
Meu pai continua em coma induzido no hospital, as contas se avolumam e no meio do furacão eu preciso encontrar a motivação para o trabalho, sim, porque produzir arte por mais que ela seja (ou pareça) industrial, carece de um mínimo de paz de espírito para ser criada.

Um fato pitoresco, se podemos chamar desta maneira, ocorreu ontem: por volta das 18:30 o gás acabou. A menina que nos fornece o produto fica com as portas abertas até as 18:00 hs. Tudo bem, disse a Vera, comeremos pães e frios. Hoje pela manhã liguei para a moça e pedi o gás. Detalhe: o dinheiro que eu tinha estava planejado para outra coisa, mas a vida é assim, temos que abrir um buraco pra tampar outro.
Depois de um tempo que me pareceu ser mais longo que o normal, um rapazinho banguela apareceu com o bujão. Paguei, peguei o troco e o menino foi embora. Hora de trocar o gás e finalmente preparar o desejum, ao colocar a mangueira, o danado começou a fazer um barulho alto, como de um líquido comprimido esguichando furiosamente. A Vera se assustou e disse: Tampe imediatamente! Fiz. Um cheiro terrível tomou conta da cozinha, abrimos as portas e janelas sem perda de tempo. Liguei para o depósito e relatei o ocorrido, não demorou e dois moços vieram resolver o problema, era uma borrachinha que não estava bem encaixada na entrada do bujão, trocaram a peça e o caso ficou concluído.

Não quero ser dramático mas já soube de inúmeros casos onde problemas com gás terminaram em tragédia. Deus está sempre me livrando de coisas desse tipo. Glórias ao Seu nome.

Bom, por hoje basta. Deixo com vocês a terceira imagem de Brás Cubas e os votos de um bom fim de semana.


segunda-feira, 20 de julho de 2015

SEM TEMPO PARA MELANCOLIA, NEM FEIJOADA.


Faz tempo que não como uma feijoada das boas, como as que minha mãe fazia em outros tempos. Na receita dela não ficava um prato tão gorduroso e o sabor era inesquecível. Pensei hoje: queria comer algo que não vejo na mesa a muito tempo e a feijoada foi a primeira e única opção. Hoje também seria um ótimo dia para ir ao cinema. Ver o quê? O Homem Formiga, da Marvel, estaria de bom tamanho, falam que é um filme muito bom, com aventura, ação, comédia, tudo muito bem dosado.

Hoje o dia amanheceu chuvoso (e continua), soturno e bem úmido, um clima atípico nesta terra, que logo me remeteu ao clima do "País de Outubro" do Ray Bradbury, este escritor fantástico com uma prosa cheia de lirismo e nostalgia.

O País de Outubro "é o país onde o ano está sempre chegando ao fim. O país onde as colinas são nevoeiros e os rios são neblinas; onde os meios-dias passam rápidos, as sombras e os crepúsculos se alongam e as meias-noites permanecem. O país constituído de porões e sub porões, carvoeiras, sótãos e despensas que não fazem frente para o sol. O país cuja as pessoas são pessoas de outono, que pensam tão-somente pensamentos de outono. Pessoas que, ao passarem à noite nos caminhos vazios, emitem ruídos de chuva..."

Sei muito bem que a feijoada se identifica mais com os domingos festivos, gente reunida e dentes reluzindo ao sol, mas eu nunca fui afeito ao convencional, então para mim seria o dia perfeito para esta iguaria.

Entretanto é algo momentaneamente impossível, tão pouco ir ao cinema assistir o Homem Formiga ou me recolher agradavelmente, melancolicamente, num canto e ler um livro como o País de Outubro, tudo o que posso fazer é ficar sentado aqui e desenhar figuras como a que vemos hoje. Mas isto não é um castigo, muito pelo contrário.

  

sexta-feira, 17 de julho de 2015

A BÍBLIA ( JESUS ), MAIS CENAS.



E mais uma semana passou e eu nem consegui sentir. Ando com a cabeça mergulhada em três coisas: a internação do meu pai, meus problemas financeiros e o meu atual trabalho, que é a criação de mais um álbum didático de anatomia. Assim as horas voam e vejo que a metade do ano se foi e eu meio que estacionei. Se não fosse pelo ansiado derradeiro livro do Zé Gatão eu diria que 2015 está passando em brancas nuvens. Tá, consegui também concluir a biografia do Edgar Allan Poe, isso conta.

Estou com muita vontade de seguir fazendo meus quadrinhos, mas no momento estou focado em realizar este projeto encomendado. Tenho que dar andamento à minha participação no NCT do grande Allan Allex e também minha contribuição no Popp Comic e não estou conseguindo espaço no dia.
Para o NCT faltam ainda umas 10 páginas. Não é muito mas estou trabalhando na hq com muitos detalhes e um hachuriado complicado, ela precisa de dedicação máxima para que eu possa transmitir legal as ideias do Alexandre D´assumpção, o roteirista.
No Popp Comic já tenho quase todo o lápis pronto, só tenho que trabalhar mais umas 5 páginas e passar o nanquim. A história é minha e a finalização é limpa, sem tantos sombreamentos, mesmo assim também precisa de bastante atenção, algo utópico no presente. Mas vou ver se me organizo melhor.
A prioridade são esses álbuns de anatomia, pois será com eles que vou pagar as minhas contas. Mas não tá fácil não.

O NCT e o Popp renderão grana? A promessa é que sim. Mas QUANDO é que são elas.

Estou com umas ideias aqui, tenho uns roteiros prontos e uma série de situações girando na minha mente.

Tempo. Preciso ganhar tempo. A corrida prossegue e eu não posso parar pra ganhar fôlego senão sou atropelado pelas circunstâncias. Vamos em frente.

Enquanto penso em novos quadrinhos, fiquem com mais umas imagens de um que permanece inédito por questão de direitos.

Aos que puderem descansar este fim de semana, bom proveito. Aos que vão trabalhar (como eu), boa produção.



 

terça-feira, 14 de julho de 2015

DO TEMPO EM QUE O OMELETE COMENTAVA TODOS OS TIPOS DE QUADRINHOS.


"ZÉ GATÃO - CRÔNICA DO TEMPO PERDIDO" publicado em 2003 pela Via Lettera Editora, fez história - não para o público com qual eu sonhava, mas para mim mesmo. Este livro, hoje esgotado (talvez seja encontrado no Mercado Livre), criou algum barulho na ocasião de seu lançamento, saiu resenhas em sites especializados, revistas, jornais (o Correio Brasiliense foi um deles) e até na tv aberta, como comprova o vídeo postado hoje, ele passou no Metropolis da TV Cultura.

Hoje, apesar dos meios de divulgação via web terem proliferado, noto certa dificuldade em fazer um produto alcançar o conhecimento da grande massa. Excesso de informações? Uma maior divisão de tribos? Multiplicação de títulos na praça? Emburrecimento do público alvo? Leitores cada vez mais viciados em mesmices? Tudo isso? Nada disso?

Não me recordo se já postei este vídeo aqui, acho que sim, mas nunca é demais rememorar. Ele não está com boa resolução, roda muito mal no meu notebook, mas dá para ter uma ideia do que foi este álbum na vida de um personagem ainda na obscuridade.

video

PS - Caso haja interesse, seguem abaixo alguns links de postagens onde conto a história do livro e alguns comentários na net, outras páginas nesse meio tempo infelizmente deixaram de existir:

http://eduardoschloesser.blogspot.com.br/2010/10/ze-gatao-cronica-do-tempo-do-perdido.html
http://eduardoschloesser.blogspot.com.br/2010/10/ze-gatao-cronica-do-tempo-do-perdido_21.html
http://eduardoschloesser.blogspot.com.br/2010/10/cronica-do-tempo-perdido-final.html
http://eduardoschloesser.blogspot.com.br/2010/10/scabesh-e-ze-gatao.html

http://omelete.uol.com.br/quadrinhos/artigo/hq-ize-gatao-cronica-do-tempo-perdidoi/
http://www.guiadosquadrinhos.com/edicao/ze-gatao-cronica-do-tempo-perdido/ze096100/63900


http://furrybrasil.com.br/forum/viewtopic.php?f=22&t=11375&start=15





sexta-feira, 10 de julho de 2015

MEMÓRIAS PÓSTUMAS DE BRÁS CUBAS ( 02 )


Pois é, demorou mas acabei de pegar um belo resfriado! Na quarta a noite já começava sentir uma ardência lá no fundo (no alto) da garganta. Pronto, pensei, minha resistência física devido à pressão psicológica dos últimos meses começa a se dobrar e a fatura para pagamento chega com os juros. Ontem passei o dia com todos aqueles sintomas que vocês já conhecem, porém hoje já me encontro bem melhor, graças a Jesus, assim como a dor no ombro deu uma trégua mas não estou totalmente livre dela, ainda sinto dificuldades para elevar o braço direito lateralmente, mas devagar vamos chegando lá.

Meu pai está de novo na UTI com pneumonia, como ele vai fazer 79 anos, a coisa é delicada. Peço a Deus que eu possa abraçá-lo de novo. Tivemos uma relação complicada toda a vida, mas tudo isso ficou para trás. É incrível mas em momentos difíceis um problema se soma a outro, como que para testar nossas capacidades em transpô-los.

Ontem faltou energia aqui na rua por volta das 7 da noite e só foi retornar lá pelas 3 da madrugada.

O novo álbum de anatomia que estou realizando segue com pouco vento na popa, mas está ficando no capricho.

Minha leituras estão interrompidas esta semana, não tive como pegar um livro ou gibi por causa da falta de tempo. Mas todo fim de noite, mesmo cabeceando, consegui terminar a quinta temporada de Guerra dos Tronos. Bom. Recomendo.

Enquanto escrevo ouço uma seleção que eu mesmo fiz que consiste de U2, The Marmelades, Nini Rosso, Susanna Hoffs (ex-Bangles), John Lennon e Guilherme Arantes.


Deixo com vocês mais uma imagem do clássico do Machadão, a cena é clássica. Um grande livro!

Fiquem todos com Deus e bom fim de semana.